domingo, 13 de junho de 2010

O esquecimento do Ser.

Para cumprir a rotina de postagens quinzenais, Aqui Vamos lá... (Essa falta de tempo ainda me mata.)

Gostaria de analisar um tema pouco abordado em nossa humanidade - o seu avanço. Em pleno século XXI, caminhamos fortemente no desenvolvimento de novas ciências e tecnologias, mas, não conseguimos avançar com a mesma velocidade quando o assunto é o ser humano.

Seja pelo advento da Revolução Industrial ou pelo avanço do Capitalismo, nossa sociedade tem cada vez mais caminhado para o isolamento. O próprio John Donne no século XIX já se via preocupado com o isolamento da humanidade ao afirmar que nenhum homem é uma ilha isolada.

A globalização não cumpriu sua promessa de integração social, muito menos de fortificação das pessoas, pelo contrário, apesar de ter aumentado exponencialmente as relações econômicas entre países e homens, esta, proliferou fortemente pensamentos como o de que “tempo é dinheiro” do Sr. Benjamin Franklin. Assim, as pessoas na sua busca por dinheiro, se viram intrinsecamente ligadas a sua ascensão pessoal e se tornaram cada vez mais confusas, individuais e isoladas.


A promessa de que dinheiro traz felicidade se mostrou um engodo. Nunca tivemos tantas doenças da "alma" como stress, depressão, solidão, pânico, desolação.
O preço deste progresso calculado em números é a exclusão dos que estão fora da lógica de mercado, o aprisionamento e frustração da alma e a inversão de valores.
O homem, ao se pautar neste sistema "político-econômico-social" baseado na méritocracia e no pagamento de dinheiro pela produção, coloca de lado o único aspecto que o diferencia do animal - a capacidade de raciocinar e se inter-relacionar.

Quando avançamos em nossas relações econômicas onde a lógica final sempre é o lucro, esquecemos de nossa capacidade única de se integrar com os outros de nossa espécie, pois, tornamos o homem mero adquirente de produto. O ser humano deixa de ser causa e se torna fim. Ele já não mais é homem, apenas número. Não mais se integra, formaliza contratos.

O capitalismo é implacável, não quer saber dos aspectos físicos, econômicos e psicológico do homem, quer lucrar. Assim se preciso for, esquecerá da pessoa humana para recuperar seu capital. Vemos todos os dias pessoas que se suicidam por estarem insolventes e devedoras, que assassinam por dinheiro, que marginalizam os que não são de sua classe, que não se preocupam com a humanidade.

Culpa deles? Não. É a lógica do Capital que torna o homem egoísta, mesquinho e preocupado consigo.  O sistema do lucrar para viver pois só assim é possível, leva as pessoas a tomarem atitudes inerentes a sua vontade.O  instinto do homem, sempre tenderá para colocá-lo  primeiro do que o outro no estado de necessidade, no mundo capitalista  é ou lucro e próspero, ou divido e “quebro”.

Essa concepção de lucro e consumo precisa ser mudada se quisermos resolver o principal problema do homem moderno – a inserção dos excluídos e marginalizados, na sociedade, o resgate do ser, e o fim do mercado capitalista que subjetiva o homem e o torna número, mercadoria, factóide.



                                                                                                                                        Pedro Luiz 








domingo, 30 de maio de 2010

A união da esquerda

Bom, mais um post de final de semana. Parece que nesses períodos atribulados só me restam os holydays que estou desocupado.
Hoje, quero falar sobre um assunto muito caro para a esquerda no País.

          Quando a então PS, corrente do PT se desmembrou e formou o PSOL, a esquerda brasileira, até então unificada no Partido dos Trabalhadores, se fragmentou e permitiu o que até então inexistia: o confronto entre os dissidentes de um partido e o seu partido original.

          A crise originada por este fator, não só prejudicou o partido original como prejudicou um projeto de País em que os pólos esquerda radical-teórica e a esquerda prática-real, disputavam sobre os rumos do socialismo: um utópico e impossível de se praticar e um real, possível de se implantar.

         Quando o Partido dos trabalhadores perdeu estes intelectuais e militantes, perdeu o confronto entre estas duas esquerdas, assim, perdeu a capacidade de achar um meio termo para a política governamental e para o próprio partido.

          Foi preciso um longo período para se achar no seio petista grupos que reiterassem a necessidade de um embate com o campo majoritário nos rumos da política ditada.

          Ainda hoje, percebemos este problema quando não conseguimos implantar sonhos socialistas necessários em virtude de a esquerda-real e majoritária, perceber que isto ainda não é possível em virtude de nossa elite, que segundo o próprio Darcy Ribeiro, é a mais reacionária do mundo.

         Não que uma seja melhor que a outra. A questão principal é o projeto que cada uma decidiu seguir.

         Uma, resolveu se apegar a teoria e a idéia de país futuro, de socialismo utópico e de realizar reformas superestruturais que não são possíveis na atual conjuntura. A outra, resolveu se ater na realidade e usar os espaços institucionalizados, reacionários e de direita, para brigar por uma política mínima e possível de esquerda, para melhorar a vida das pessoas de fato e para preparar paulatinamente o terreno para a segunda etapa – a do socialismo.

         Na minha concepção? Deveriam estar juntas, disputando pelo meio terno interno e assim saírem fortes para combater nosso maior inimigo: o neoliberalismo, a burguesia de caboclos que gostaria que o Brasil fosse um estado-agregado como ocorre com o Havaí e Porto Rico e essa imprensa golpista que não está nem um pouco preocupada com a verdade nem com o povo, onde todo discurso pragmático nesta área, não passa da arte da retórica usada pelos sofistas e criticada eternamente por Platão.

         Penso que ainda é preciso muito amadurecimento interno, muito senso de realidade, muito avanço do capitalismo nacional. E neste quesito os sindicatos possuem um papel importante na luta pela divisão do bolo entre todos, e o governo também, atuando\ como centralizador na luta pela igualdade material de fato e pela repartição das riquezas nacionais.

        Só assim é possível falar de socialismo. Só revendo as concessões de mídia e rádio, com um conselho de jornalismo, com as reformas extremamente necessárias como a tributária que desonere o trabalhador e tribute o rico com a regulamentação do IGF que nunca saiu de nossa carta magna, existindo um projeto real de desenvolvimento do país onde toda a nação seja chamada para desenvolver junto, com uma educação de qualidade, é que podemos pensar no Brasil socialista que queremos.

       Que viva a utopia e que se une a esquerda para buscar que ela sai do papel!

Pedro Andrade

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

 Segue carta escrita por mim na intenção de fomentarmos uma nova mentalidade dentro da universidade, e para ser distribuída no CONEUFES 2010.

Esta é uma carta aberta à todos os estudantes, militantes ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores que acreditam no socialismo democrático como a única forma de mudar de fato a vida de todos os Brasileiros.
Valemos primeiro do fragmento inicial de um artigo publicado no site da JPT  sob o título - Movimento Fora da Ordem – Quem somos nós? que foi criado baseado no  I Congresso da Juventude do PT (CONJPT), e assim iniciarmos nossa reflexão.

  • “[...] A partir da convocação do I Congresso [de juventude do PT] diversas tendências, grupos regionais, e militantes independentes iniciaram um processo de debate sobre as tarefas da JPT frente ao partido e a juventude brasileira. Desse debate concluímos quatro questões centrais:
  • 1 - O PT não pode manter a contradição de ser o maior partido de esquerda da América Latina e não ter a maior organização de juventude do Brasil.
  • 2 - A permanência de dirigentes na estrutura partidária durante vários anos estagna a visão do PT sobre a sociedade e dificulta um processo de renovação de quadros.
  • 3 – Que a juventude tem necessidades próprias, inclusive organizativas, e por isso a lógica de correntes do PT não precisa ser necessariamente reproduzida na JPT.
  • 4 – Que o PT está se adaptando a institucionalidade e se distanciando dos movimentos sociais e das lutas diárias da juventude.”

Através dessas reflexões a respeito do partido, percebemos que o PT não pode ser um partido adaptado à ordem capitalista, mas sim um agente de transformação da sociedade rumo ao socialismo democrático. É neste quadro que a juventude tem o papel histórico de ser a força motriz nos processos de mudança.
Não obstante, esta discussão também é mister no Movimento Estudantil de nossa Universidade.
O atual modelo de ensino não contempla o aprendizado pessoal como fonte do saber, trata o aluno com mero tecnicismo e o leva a esquecer do aprendizado livre, tornando-o escravo da produção funcional e promovendo o abandono das lutas que outrora foram encampadas por atores juvenis, aumentando ainda mais o abismo hierarquizado entre o mero reprodutor do ensino (professor) e o futuro “homem do mercado”, isto provoca o esquecimento da política.
Entre as bandeiras empreendidas na época da repressão e barbárie militar, destaca-se a da universidade pública eficiente, democrática, de qualidade e para todos e a de uma verdadeira representação estudantil por meio dos Diretórios e Centros acadêmicos, lutas estas que precisamos resgatar. Por isso, não é só o sistema de ensino vigente que precariza o protagonismo dos atores juvenis nos movimentos sociais.
A inversão dos valores está servindo de escada para a ascensão política da minoria, que após a vitória, não se interessa na fiel defesa dos ideais da classe que representa. Essa é uma anomalia que não pode mais continuar.
O Diretório Central dos Estudantes é um espaço de todos os alunos da academia, Nele são representados todos os pensamentos e forças da universidade. Se isso não está ocorrendo ou se estes espaços não estão sendo usados de acordo com sua função inicial, o modo de representação estudantil proporcional não é o problema é, pois, a veia mais democrática e representativa que uma agremiação estudantil pode ter.
Sem o sistema proporcional na direção de uma entidade que abriga mais de 14 mil alunos, estaríamos fadados à ditadura da maioria, tão caro aos ideais democráticos e de liberdade defendidos em nosso País durante décadas de repressão, e uma ditadura da maioria, além de segregar a minoria discordante, se acomoda com mais rapidez já que não precisa mais debater os pontos propostos - decide com base em seu despotismo e arrogância de hegemonia absoluta.
O sistema majoritário de representação não é possível em uma entidade que abriga tantos alunos e correntes de pensamento. Ao considerar este sistema, esquece-se de todos aqueles que votaram na chapa perdedora, e não se constrói um projeto verdadeiramente democrático e de luta entre os estudantes.
É preciso que TODOS se unam pela defesa incondicional do estudante e do seu saber livre e pela universidade pública e sua ampliação com qualidade, sem rixas e questionamentos retóricos que de nada ajudam na construção deste projeto. É preciso começar novamente, com vistas na solução do abandono político de nossa juventude.
Portanto, é preciso o resgate político do aluno abandonado, que é refém de um capitalismo individualista-tecnicista que torna relações sociais em coisa.
É primordial resgatar o universitário desacreditado na intervenção feita pelo DCE em favor dele, que assim está por causa da falta de representação da entidade, em que o poder subiu à cabeça dos dirigentes e escamoteou os ideais de luta, comprometimento e revolução estudantil.
Logo, é necessária a união de todos os pensamentos e forças que visam o bem do aluno e da universidade, e o comprometimento e responsabilidade de todos os que se propuseram em tomar frente na realização desta empreitada.
Assim, reivindicamos:

  • - Uma universidade pública eficiente, de todos e para todos;
  • - Manutenção do sistema proporcional de eleição;
  • - A defesa incessante e incondicional do estudante;
  • - Presença ativa da direção da executiva do DCE na representação e defesa dos ideais dos estudantes e no resgate político do universitário;
  • - Ampliação do Reuni com planejamento e qualidade por parte da reitoria;
  • - Busca pela mudança da concepção tecnicista e mercantilista do ensino e do estudante.

Para completar, gostaríamos de conclamar todos os amigos, companheiros e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores e de sua Juventude, para se juntar a nós neste novo debate sobre a universidade que queremos e a melhor forma de executar este projeto.

A oportunidade será quarta-feira, dia 26 de MAIO DE 2010, ás 18.30h no salão rosa do CCJE (CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E ECONÔMICAS) – CAMPUS GOIABEIRAS, onde será feita uma grande plenária da JPT, dos simpatizantes políticos e de todos os que coadunam com estes ideais.


Participe, você faz a história que será lembrada amanhã.

"A revolução acontece através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário."
Che Guevara




Juventude do Partido dos Trabalhadores
Por uma Juventude de masssas, democrática e de lutas.


Ps: Gostaria de agradecer uma amiga de todas as horas que se preocupou em revisar comigo a estrutura desta publicação, num momento que não havia mais ninguém me ajudando a formar o texto final.

Muito Obrigado.                                                                                                                               

sábado, 15 de maio de 2010

Deus - Absoluto e Relativo

Acho que a principal questão não é discutir por que eu existo e a co-participação divina neste aspecto, o que é salutar pensarmos é em que tipo de Deus acreditamos.
Há Deus no sentido strictu e no sentido latu.
O primeiro é A CRENÇA em um Deus uno, alguém que criou todas as outras coisas.
O segundo, é a crença de que tudo o que foi originado, sai do cosmo e volta para o cosmo.
Não há como ser ateu/cristão, e não pensar na vida humana como um ciclo.
       
    Toda a natureza é um ciclo, e com o ser humano não seria diferente.
           
Inúmeros filósofos, entre eles, Aristóteles, Kant e Hegel, pensaram neste Deus metafísico e absoluto (latu sensu), sem negar ou afirmar o primeiro (strictu sensu).
Este, é uma crença pessoal em que nos definimos ser teístas ou panteístas, acreditar num Deus que é todas as coisas e origina todas as coisas, ou projetar um Deus com características humanas, como amar, cuidar, castigar, salvar, etc, para poder nos ajudar nos momentos difíceis e nos assegurar um passo para o outro lado do ciclo, seguro e feliz.
Uma coisa é certa, somos originários de um ponto inicial e tornamo-nos a este ponto, cedo ou tarde.
O que difere e o nome deste ponto: céu, inferno, cosmos, gaia, espaço, terra, etc.
Cabe a cada um, analisar em seu íntimo, o que te faz ficar bem.
 A mais racional, é acreditar nesse Deus como um todo, desprendido de sentimentos e qualificações dado pelos homens, do qual tudo sai e tudo torna. 
 O mais seguro para a mente humana, é acreditar em algo/alguém que está pronto para nos salvar e proteger, ou nos castigar se não andarmos na linha.

Enjoy

Pedro Andrade

domingo, 18 de abril de 2010

Uma mentira dita cem vezes,torna-se verdade um dia. - Hitler


  • Primeiro, o Blog mudou de visual, acharam maneiro? Percebi que assim ficou menos confuso.
  • Segundo, Dilma Rouseff afirma que eleita, implantará um projeto para acabar com o que tecnicamente se diz pobreza (ganhar menos que meio salário mínimo) em 10 anos, zerar o déficit habitacional e concluir a reforma da previdência, com empenho, é perfeitamente possível. Já o Serra, afirma que o Brasil precisa de mais. O engraçado é que como Ministros do FHC tiveram o surto da dengue, caos na saúde, má planejamento e apagão logo depois. Como governador de São Paulo, terceirização do serviço, sucateamento do ensino na periferia, repressão dos movimentos sociais, alagamento da Cidade e exclusão dos pobres, pensem.

Voltando ao tema título, estive presente na última aula de Civil e dentre vários momentos monótonos, técnicos e outros nem tanto, o professor resolveu explicar o motivo de ser conservador na área civilística, respeitando a estabilidade, a imutabilidade e a tradição, em desfavor da inovação que é o Direito Civil-Constitucional, dito na UFRJ por exemplo.

  • A explicação básica era: "Há 2700 anos o Direito Civil é assim. Posso usar Upiano hoje, no século XXI, bastando adaptá-lo as nossas peculiaridades. Já pensou se provassem que Cristo não viveu? que ele casou e não morreu? que ele nem ressuscitou? Eu, diria que o cara era um mentiroso - Você é um mentiroso.”Como poderia acreditar? A base do ocidente é o Cristianismo, se ele não existisse, talvez o próprio Brasil, não seria o que é hoje, o mundo não seria.
Foi quando eu disse a frase de Hitler usada para "lavar o cérebro" dos Alemães:
 
“Uma mentira dita cem vezes, torna-se verdade um dia.”
 De fato, o mundo seria outro. Mas, pera ae mano, vou continuar acreditando na farsa que Constantino e os Papas gostaram e justificaram seu poder hegemônico em cima, Nos protestantes, que acharam uma excelente maneira de crescerem usando esta justificativa, esquecer as pessoas que morreram, foram torturadas e o conhecimento reprimido, tudo pelo fato de não se questionar por que Cristo é Deus e se assim fizer vou para o inferno?
É verdade que nosso mapa geopolítico, nossa maneira de olhar o mundo e nossas justificativas para ele, foram baseadas e ainda são em termos, baseadas no Cristianismo, mas, este é um modelo falido e que ainda hoje, aprisionam as pessoas. É preciso inovar sim, é preciso criar, reinventar, repensar e refletir em tudo isso.

Conservadorismo é péssimo para a humanidade. Se não existissem pessoas ousadas, radicais, não haveria o progresso. O conservador não gosta do novo e por isso s estagna.

Coitado do mundo se não criticasse a igreja, se não dissessem que o Capitalismo estava errado, que o planeta está morrendo, que a Igreja não pode ser ligada ao Estado, etc.
Estaríamos fadados ao atraso.
Por isso meus nobres, só  acreditem no palpável, no inteiramente justificável e no racional.
Justificar uma mentira apelando para a Fé é muito fácil. Dessa forma, a ideologia da classe dominante não tem que se preocupar com o objetivo, e pode desenvolver seus teoremas profundamente no subjetivo e assim, alienar ainda mais as pessoas.
Hitler teria conseguido se sua farsa, não contrariasse a farsa dos outros, poderosos e estrangeiros, Mas, esta já é outra história.


Pedro Andrade

sábado, 10 de abril de 2010

A direita querendo se transformar em cordeiro.

Ontem recebi um e-mail. Daqueles em que alguém começa mandando para um número restrito e num instante vira um corrente.
 Geralmente apenas coloco como tentativa de pishing e encaminho para o lixo.
O problema era a matéria que ele versava.
DILMA: TERRORISTA, ASSASSINA E TORTURADORA.
Após esta manchete,  mostram fotos dos tempos de militante guerrilheira e pessoas supostamente assassinadas pelo grupo "para-militar da Dilma".
Meu Deus, inverteram as coisas né? Pessoas que arriscavam a sua vida num momento de Estado de exceção, onde todos os direitos e garantias fundamentais foram suspensos, onde a democracia e a liberdade de expressão foram sufocadas e suprimidas, onde qualquer pessoa que pensasse diferente do REGIME MILITAR, DITATORIAL, FASCISTA, APOIADO PELA DIREITA E A CLASSE MÉDIA EM SEU INÍCIO, era considerada subversiva e "sumia" da sociedade, sendo jogada em prisões, julgadas por tribunais de exceção, torturadas, estupradas (como no caso de DILMA ROUSEFF) e por fim mortas.
Vamos culpar pessoas que não possuíam qualquer abertura política para reivindicar pacificamente seus direitos de se organizar, pensar e defender a democracia por terem se apegado as armas como ÚNICA forma de defender seus direitos mínimos de Ser humano e natural como tal?

Digo que faria a mesma coisa.

O próprio Hobbes em sua teoria do contrato social já defendia a idéia de que o Estado, quando tirano, gera o poder subjetivo ao cidadão constrangido por tal política de defender sob quaisquer hipóteses o seu direito de existência.
Logo, lutar num momento em que o suposto "terrorismo" era uma das poucas formas de enfraquecer o regime, é mais do que entendível, é extremamente aceitável e nos faz ver o quão grande foram às pessoas que pagaram com sofrimento, medo, tortura e muitas vezes com a morte, para que hoje, pudéssemos desfrutar da construção de nossa democracia.
O engraçado é que provavelmente quem circulou este e-mail na web, na época do Regime farsante e corrupto que tivemos com os militares, aceitou todo esse absurdo calado, prostrado diante de todo absurdo da repressão do pensamento que era feito.

Apelo a todos que leem esta matéria, que não julguem Dilma Rouseff por sua aparência ou seu jeito menos carismático e apelativo comparado a Lula.
Peço a todos que a vejam como a guerreira que lutou por nosso País, por nossa democracia, por instituições sólidas e do povo, enquanto a maioria estava preocupada em viver a sua vida e não sofrer retaliações.
Que a vejam como a pessoa que foi co-responsável pela guinada pra esquerda nas políticas governamentais do governo Lula nos últimos tempos, com o aumento do Poder estatal na economia, para com os menos privilegiados, no aparato burocrático e nos gargalos estruturais como o investimento pesado na PETROBRÁS, na construção de estradas, portos, estaleiros, refinarias e usinas, e principalmente, apostem, na capacidade incomensurável da companheira como gestora.
Isso num País em que a burocracia emperra durante anos, obras que seriam necessárias hoje, agora.
Por tudo que você vê como precioso na democracia e liberdade que hoje temos e consolidamos de maneira irrestrita no governo Lula, Votar no Serra, é deixar o retrocesso, a repressão, o esquecimento dos pobres, o esfacelamento do estatal e o esquecimento de nosso ensino, voltar ao Governo central. Foi assim com FHC, é assim em São Paulo. É só ver como os professores estão descontentes, como as escolas estão sucateadas na periferia, como a USP não tem nenhuma política de inclusão que funcione, para com os que realmente precisam entrar na universidade, não sendo mais do que um feudo onde os filhos da nata paulista estudam.
Votar na Marina é fragmentar a esquerda para que ela perca votos que são do PT e  assim, as chances de Serra aumentarem, só isso.
Não é levá-la a Presidência, com esperança de um governo de esquerda.
A Presidente da natura provavelmente sairá como vice de Marina. Hipocrisia não? Para quem explora comunidades ribeiras, a floresta e supostamente faz testes com animais, não passa de um calcanhar de Aquiles, um fantoche, financiado pela elite que não agüentar mais, um governo dos pobres, do proletário, vermelho, governar o País.
Então, menos puritanismo demagógico e mais confiança do Brasil do rumo certo. Lula avançou no social, Dilma, avançará no Socialismo, ampliando as conquistas para todos os brasileiros, fazendo a revolução na educação de base que necessitamos urgente, realizando reformas estruturais essenciais, trazendo o resgate da máquina estatal como serviço à população.
Perder o governo para qualquer outro grupo político-partidário é não perpetuar mudanças sociais estritamente e fundamentalmente necessárias.

 Pensem nisso.

Pedro Andrade

sábado, 3 de abril de 2010

Uma reflexão sobre essa porcaria de páscoa.

Há tempos não posto.
Gostaria primeiro de salientar que a partir de agora, convidarei a todos para lerem um pouco sobre o tema eleitoral que irei escrever neste Blog.
Como Socialista, Markista-Trotkista, Petista e acima de Tudo BRASILEIRO, não posso deixar de escrever sobre esse momento único para nós - O da escolha entre o passado (liberalismo, esquecimento de quem precisa, repressão as liberdades e a Direita na poder) ou o Futuro que iniciamos com o governo LULA.
Irei expor fatores que provam de maneira inequívoca que este foi o melhor governo da história do Brasil, e precisamos continuá-lo.

Passando este ponto, quero postar neste blog algumas sentimentos desta tal sexta-feira santa numa cidade nada cosmopolita.

O que é o Santo? A noite? A Sexta? Vejamos, por que é santo?

As pessoas nesta data se organizam, repensam sua vida, estão em reflexão. Ótimo se for isso mesmo, legal se servir para mudanças, mas, péssimo se for mais uma data, mais um dia em que o homem resolveu divinizar algo e colocá-lo como solução para seus erros.

Precisamos buscar um sentido neste mundo, um resultado por ocupar um micro espaço no planeta, sujar, estragar, magoar, intrigar, gerar, e depois morrer. Somos apenas parte nisso tudo e se somos tal parte, precisamos fazer a NOSSA parte.
Como já diz Melendo em "Diversão e Tédio", as pessoas estão no mundo buscando espaços para seu tédio. Nossa sociedade é aquela que nossos pais plantaram lá atrás – individual, tecnicista e consumista. Tudo isso abre um espaço infindável para o vazio, o tédio.
Abre, porque perdemos a razão do SER, passamos o "tempo" correndo tanto, individualizando tanto, consumindo tanto, nos intitulando "especialistas" em algo e esquecemos de ser especiais...
Sim, especiais pois especialistas há milhares.
Tudo isso, porque esquecemos de olhar para o motivo de estar aqui.
Precisamos contribuir.
Para você que lê este blog ai do seu notebook, PC, Palm ou o caralho que for, tudo é muito fácil comparado à aquele que não tem nem moradia, quiçá o seu notebook para acessar meu blog.
Por tudo isso, é nossa a responsabilidade fazer valer a pena viver!
E viver fazendo valer a pena, não é como vemos as pessoas fazerem, supostamente aproveitando cada um dos seus híbridos minutos na balada, no "rock", isso só é a diversão para o tédio.
Fazer valer a pena, não é que não seja isso, mas, é não ser só isso, é buscar uma razão pra ser HUMANO. Não temos esta definição por pura práxis não minha gente, ser - ser humano é entender que cada um nesse mísero mundinho é exatamente igual ao outro e precisa de mim para se tornar igual, digno, merecedor de tudo igual a qualquer um.
É olhar pro outro e sentir, chorar, padecer, rir, ajudar, construir, trabalhar, motivar, alegrar, dar.
Não se preocupe muito com o que vem amanhã - o futuro é futuro não é mesmo? Se preocupe com o que você faz hoje para ti e para os outros.
Jesus, se você é um que acredita nele, não quer que você saia comprando pãezinhos, bacalhau, ou qualquer outra porcaria nesta Páscoa.
Tenho certeza que o que ele representa, quer que você reflita o que fez até agora nessa sua vidinha, frágil, pequena e curta, pois, se nela, não houve tempo para em tudo que fez pensar no melhor do outro, então meu caro (a), você nunca terá o melhor.

No universo tudo vai, tudo volta.
Pense nisso.

Boa Páscoa a todos.

Pedro Andrade